Quantas pessoas precisarão perder a vida para que o descaso nas políticas de mobilidade urbana se resolvam?

LIVRO DIGITAL GRATUITO

Confira os resultados de uma pesquisa sobre a história de Joana: jovem mulher preta que foi assassinada no sistema de trens urbanos do Rio.

A história de Joana e os problemas da mobilidade urbana do Rio de Janeiro

 

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Confira os resultados de uma pesquisa sobre a história de Joana: jovem mulher preta que foi assassinada no sistema de trens urbanos do Rio.

A história de Joana e os problemas da mobilidade urbana do Rio de Janeiro

Quem foi a Joana?

Mulher preta e pobre, que vivia em uma região periférica e sonhava com uma vida melhor por meio do acesso à educação.

Joana também era meiga, amorosa e batalhadora. Nasceu em 1997 e passou toda a sua vida na mesma casa, no bairro Coelho da Rocha, em São João do Meriti (RJ), apoiada e incentivada pela família a buscar novas oportunidades por meio da educação. Foi para mais longe de casa apenas quando realizou o sonho compartilhado por seus familiares de ingressar no ensino superior, no curso de Biologia, da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO), localizada no bairro de Campo Grande, subúrbio carioca, a 44 quilômetros de sua casa.

Quem foi a Joana?

Mulher preta e pobre, que vivia em uma região periférica e sonhava com uma vida melhor por meio do acesso à educação.

Joana também era meiga, amorosa e batalhadora. Nasceu em 1997 e passou toda a sua vida na mesma casa, no bairro Coelho da Rocha, em São João do Meriti (RJ), apoiada e incentivada pela família a buscar novas oportunidades por meio da educação. Foi para mais longe de casa apenas quando realizou o sonho compartilhado por seus familiares de ingressar no ensino superior, no curso de Biologia, da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO), localizada no bairro de Campo Grande, subúrbio carioca, a 44 quilômetros de sua casa.

Percurso interrompido

Os desafios de Joana não acabaram com o sonho realizado. Ela madrugava todos os dias para viajar por mais de duas horas em transportes superlotados, precários e abafados. E ela resistiu. Até que chegou o dia que o transporte público não apenas a privou dos estudos, como da vida.

Se é recorrente, não é acidente

Joana não é um caso isolado. Ela faz parte de uma realidade que é isolada de direitos e privilégios, devido à sua cor, classe social e acesso às oportunidades. Entre 2008 a 2018, na Região Metropolitana (RMRJ), aconteceram 368 homicídios culposos por atropelamento ferroviário nos ramais e estações de trem de passageiros do Rio de Janeiro.

pessoas mortas*

O parâmetro de análise utilizado para a apuração dos dados que nortearam o livro, é o indicador “Homicídio Culposo Provocado por Atropelamento Ferroviário”, HCPAF, que foi fornecido pelo Instituto de Segurança Pública, órgão vinculado ao governo do estado do Rio de Janeiro, após inúmeros pedidos de informação solicitados pelos autores deste livro.

Percurso interrompido

Os desafios de Joana não acabaram com o sonho realizado. Ela madrugava todos os dias para viajar por mais de duas horas em transportes superlotados, precários e abafados. E ela resistiu. Até que chegou o dia que o transporte público não apenas a privou dos estudos, como da vida.

Se é recorrente, não é acidente

Joana não é um caso isolado. Ela faz parte de uma realidade que é isolada de direitos e privilégios, devido à sua cor, classe social e acesso às oportunidades. Entre 2008 a 2018, na Região Metropolitana (RMRJ), aconteceram 368 homicídios culposos por atropelamento ferroviário nos ramais e estações de trem de passageiros do Rio de Janeiro.

pessoas mortas*

O parâmetro de análise utilizado para a apuração dos dados que nortearam o livro, é o indicador “Homicídio Culposo Provocado por Atropelamento Ferroviário”, HCPAF, que foi fornecido pelo Instituto de Segurança Pública, órgão vinculado ao governo do estado do Rio de Janeiro, após inúmeros pedidos de informação solicitados pelos autores deste livro.

Mobilidade e investimento público

A diferença orçamentária para o investimento em infraestrutura viária revela a escolha por parte dos governos de territórios que devem ou não receber recursos com um evidente e histórico privilégio das áreas turísticas, mais abastadas e onde moram os tomadores de decisão nessa metrópole. O subúrbio é atendido com obras de maquiagem, em estações específicas, “olímpicas”, que vão cumprir qualquer outro papel que não a redução dessas desigualdades.

Mobilidade e investimento público

A diferença orçamentária para o investimento em infraestrutura viária revela a escolha por parte dos governos de territórios que devem ou não receber recursos com um evidente e histórico privilégio das áreas turísticas, mais abastadas e onde moram os tomadores de decisão nessa metrópole. O subúrbio é atendido com obras de maquiagem, em estações específicas, “olímpicas”, que vão cumprir qualquer outro papel que não a redução dessas desigualdades.

Pesquisadores

Rafaela Albergaria

 

Mestre em Serviço Social pela Escola de Serviço Social da UFRJ, desenvolveu pesquisas nas áreas de Direitos Humanos, Sistema Prisional, Política de Drogas, Sistema de Justiça, Relações Raciais e Racismo Institucional, Segurança Pública e Política de Reparação. Depois da morte de Joana, sua prima, iniciou a mobilização e pesquisa sobre Segurança e Mortes nos Trens e a Segregação Socioespacial do Rio de Janeiro.

João Pedro Martins

 

João Pedro Martins Ao terminar o Ensino Médio, decidiu que queria estudar o (Sistema) Mundo e entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro. No caminho, se descobriu no movimento pendular e localizado nas desigualdades ao perceber a cidade metropolitana por inteiro e, por isso, é um internacionalista mergulhado nas questões urbanas.

Vitor Dias Mihessen 

 

Vitor Dias Mihessen Economista formado pela UFRJ, mestre em Ciências Econômicas e especialista em políticas públicas pela UFF. Gastando 30% da sua bolsa com o deslocamento até a universidade, estudou na graduação o peso do transporte urbano no orçamento familiar no Rio e no Brasil. É um dos fundadores da Casa Fluminense.

A história de Joana e os problemas da mobilidade urbana do Rio de Janeiro

Faça o download gratuito do livro digital e conheça nossas 12 propostas para infraestrutura, gestão e enfrentamento ao racismo nas políticas de mobilidade urbana no Rio de Janeiro

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A história de Joana e os problemas da mobilidade urbana do Rio de Janeiro

Agenda

Rap Bazar

Data: 22 de dezembro
Horário: 13h
Local: Hub RJ – Avenida Professor Pereira Reis, 50, Santo Cristo, Rio de Janeiro

Quer mais informações sobre o livro e eventos de lançamento? Entre em contato com a gente pelo e-mail: livronaofoiemvao@gmail.com

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